ProduTIC Produtividade & Governança de TIC

22nov/110

II Encontro Nacional de Tecnologia da Informação – Relação com as Pessoas

Posted by Wagner Silva

Continuando a série de posts sobre o II Encontro Nacional de Tecnologia da Informação, em especial sobre o I Encontro de Governança de Tecnologia da Informação, relato abaixo o tema Relação com as Pessoas. O post anteriores desta série foram sobre Governança de TIC e Alinhamento Estratégico.

Eis aqui o tema crucial da governança de TIC. Mesmo que sejam implantadas as melhores práticas de governança, que sejam adquiridas as melhores ferramentas e cedidas as melhores máquinas, se as pessoas não forem preparadas e motivadas para dar suporte à governança: processos não serão respeitados; projetos não atingirão a tríade tempo, custo e escopo para alcançar a qualidade; enfim, a governança não terá sucesso na sua implantação.

Segundo alguns especialistas presentes, a principal ferramenta de governança são os processos. Em grande parte, processos são desenvolvidos e implantados, porém não são executados. Por quê? A resposta deles foi taxativa: para que os processos possam ser executados de maneira eficiente e eficaz é necessário que as competências das pessoas sejam trabalhadas, principalmente a partir da (i) Motivação, da (ii) Preparação/Capacitação e do (iii) Incentivo. A tendência de sucesso na execução dos processos tende a aumentar substancialmente com tais atitudes.

Cada organização deve ter seu próprio método de trabalhar as competências de seus colaboradores, pois estas competências serão influenciadas diretamente pela cultura da empresa. Então é necessário entender primeiramente a cultura da organização para poder trabalhar a motivação, a capacitação e os incentivos às pessoas.

Sabemos que a implantação de governança não é uma tarefa trivial. Por isso, muitas empresas costumam contratar consultorias para tentar implantar a governança. Segundo palavras do Marcelo Silva Cunha (Ministério da Fazenda): “Não acredito na contratação de consultoria para resolver problemas desse tamanho”. Em sua concepção, ao invés de contratar a consultoria para elaborar os processos de governança, a contratação deveria ter foco na capacitação dos colaboradores, e esses serem os responsáveis pela elaboração e implantação dos processos.

Da visão do órgão, as pessoas devem, em ordem:

  • Saber: As pessoas devem ser capacitadas e estimuladas a aprender;
  • Poder: A organização deve provocar a inovação e ceder espaço para a criatividade e a proatividade;
  • Querer: Após capacitar e ter espaço, as pessoas devem ser incentivadas para buscar o melhor para a organização.

O ambiente de TIC deve ser um ambiente onde as pessoas aprendam e, em seguida, melhorem a experiência dos seus pares/colegas. A troca de conhecimento/experiências com outras organizações também deve ser incentivada.

Como poderíamos melhorar a conscientização dos gestores sobre esse tema?

Finalizo este post com as palavras da nossa grande poetisa Cora Coralina:

"Feliz aquele que transfere o que sabe
e aprende o que ensina"

15nov/110

II Encontro Nacional de Tecnologia da Informação – Alinhamento Estratégico

Posted by Wagner Silva

Continuando a série de posts sobre o II Encontro Nacional de Tecnologia da Informação, em especial sobre o I Encontro de Governança de Tecnologia da Informação, relato abaixo o tema Alinhamento Estratégico. O primeiro post desta série foi sobre Governança de TIC.

Para tratar de Alinhamento Estratégico, inicio-o com as palavras do Gustavo Sanches, secretário de tecnologia da
informação do TST: “Nós que somos da TI[C] temos dificuldade de conhecer o que é TI[C], imagine quem não é da TI[C]”. Então o que é a TIC? Pergunta óbvia, não? Mas o contexto, nem tanto. O Gustavo com isso quis provocar os presentes quanto à complexidade que temos em nosso setor e a dificuldade que temos em nos comunicar com o negócio e vice-versa.

A principal função da Governança de TIC é o seu alinhamento com o negócio para dar suporte à estratégia do mesmo, com isso entregar o resultado esperado minimizando os riscos e problemas para a organização como um todo. Para que este alinhamento seja efetuado de maneira eficaz, o COBIT 4.1 diz que a governança de TIC deve ser estabelecida diretamente com a alta administração da empresa.

O principal interlocutor entre a TIC e a organização deve ser o Comitê Gestor de TIC, formado por administradores da TIC e, principalmente, do negócio. É a partir dele que devem ser negociados investimentos e decididas prioridades de execução dos projetos estratégicos. Além disso, o comitê gestor de TIC deve elaborar um modelo de comunicação da estratégia para que a comunicação com a empresa seja realizada de maneira concisa e eficiente.

Um dos exemplos citados dos problemas de comunicação foi no Tesouro Nacional, quando num questionário que perguntava aos gestores do órgão: “O que você quer da área de TI?”, e a resposta de um dos gestores foi: “Distância”. A partir daí, a TIC deste órgão iniciou um trabalho de comunicação e amadurecimento desse gestor nas atividades da TIC até torna-lo um dos principais patrocinadores.

Uma outra figura importante no alinhamento é a do Consultor de Negócios. O consultor pode ser considerado o facilitador da comunicação entre as duas áreas, TIC e negócio. O consultor deve verificar as necessidades do negócio e leva-las até a TIC e, com isso, poder comunicar o atendimento e cobrar a realização da atividade com o negócio e com a TIC, respectivamente. Este papel deve ser exercido por um dos colaboradores que possuem o linguajar técnico tanto do negócio quanto da TIC, e deve ser um funcionário da TIC.

Portanto, o alinhamento estratégico entre TIC e negócio é alcançado por um elemento indispensável que é a Comunicação, pela estrutura denominada Comitê Gestor de TIC e pelo papel do Consultor de Negócios. E na sua empresa, como se encontra o Alinhamento Estratégico e a Comunicação entre a tecnologia e o negócio?

8nov/110

II Encontro Nacional de Tecnologia da Informação – Governança de TIC

Posted by Wagner Silva

Nos dias 25, 26 e 27 de outubro de 2011 aconteceu o II Encontro Nacional de Tecnologia da Informação (ENTI), onde reuniram-se representantes de  órgãos públicos a nível municipal, estadual e federal, como também empresas privadas. O II ENTI abrangeu 6 atividades em paralelo, entre elas o I Encontro de Governança de Tecnologia da Informação cujo conteúdo vou compartilhar em 3 partes: Governança de TIC, Alinhamento Estratégico e Relação com as Pessoas.

O tema Governança de TIC foi um dos temas mais comentados já na abertura do evento. Todas as autoridades presentes, inclusive com a presença do Ministro das Cidades, Sr. Mário Negromonte, e da Ministra do Planejamento, Sra. Miriam Belchior, citaram a Governança de TIC em suas palavras. Nos seguintes parágrafos sintetizo o que foi abordado sobre esse tema durante os 3 dias de evento.

Um dado básico, mas que é sempre interessante reforçar é que para adotar a governança de TIC não é suficiente termos todos os conceitos na teoria, se na prática não aplicarmos e adaptarmos o que aprendemos de acordo com a cultura da organização. Corinto Meffe, diretor de integração e sistemas da informação da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, disse: "O ambiente de TIC é caótico por natureza".

Para tentar contornar esse caos é indicada a implantação das melhores práticas de governança de TIC. A implantação da governança deve ser realizada pensando grande, mas com passos pequenos. Não adianta pensar grande e tentar implantar tudo rapidamente sem o consentimento da cultura organizacional. Em analogia à palavras do Corinto, o Prof. Dr. Mauro Cesar, diretor de divisão tecnológica no Centro de Computação Eletrônica da Universidade de São Paulo , completou: "Com passos pequenos, teremos como tratar o caos num universo menor".

Em grande parte das apresentações tentaram mostrar que a responsabilidade pela governança de TIC é da alta administração, que a tecnologia deve dar todo o suporte necessário a essa governança, porém, não necessariamente, ser o principal responsável por ela.

É considerável também ter um comitê gestor ativo e ciente da situação e das necessidades da TIC. Este comitê gestor é o responsável por monitorar os custos e definir prioridades de investimentos. Em muitos órgãos o comitê gestor de TIC é criado, porém não funciona, existe apenas no papel.

Foi-se elucidado também a relação das melhores práticas em governança com os processos, pois processos são elementos essenciais para que a governança seja implementada de maneira efetiva. É interessante frisar que não adianta otimizar e implantar processos, é necessário estar presente diariamente no "corpo-a-corpo" explicitando os benefícios, tanto no ambiente de TIC quanto em toda a organização, quantas vezes sejam necessárias.

Para isso, precisamos definir papéis e responsabilidades para que possamos monitorar os indicadores com mais eficácia e veracidade. Segundo Gustavo Sanches do TST: "Governança é dar transparência. Adotá-la é estar preparado para se expor". Saber em qual nível estamos não é o suficiente, precisamos reconhecer onde estamos para que possamos melhorar: "Quem não mede não se conhece".

Em geral, podemos dizer que a governança de TIC se dá em alguns pilares como: participação direta da alta administração; geração de indicadores; definição de papeis e responsabilidades; implantação e gerenciamento de processos;  e, principalmente, o entendimento da cultura organizacional para a melhor adaptação das pessoas à implantação da governança de TIC, sem o apoio e engajamento dos colaboradores dificilmente a governança terá sucesso. Governança de TIC é mudança de cultura e é um caminho a ser seguido para a melhoria e continuidade da prestação de serviços da Tecnologia da Informação e Comunicação.

18out/110

Governança de TIC

Posted by Wagner Silva

Como vimos no post anterior (Planejamento Estratégico: um breve histórico), Segundo Fernandes (2009): " uma empresa sem missão é uma empresa sem um norte definido e (...) não tem condições de definir nenhuma estratégia". Sabemos que diante da competitividade no mercado atual, as organizações precisam inovar seus produtos e serviços para conquistar cada vez mais clientes. O caminho mais concreto para a inovação é, além da valorização das pessoas, um posicionamento da organização frente à concorrência e, para isso, é necessário um planejamento a partir de uma determinada missão.

Então, para atingir seus objetivos e metas, as empresas precisam executar as ações planejadas e essas ações precisam ser gerenciadas e mensuradas. À esse gerenciamento e mensuração dá-se o nome de governança, neste caso a governança corporativa. A governança corporativa pode ser interpretada como uma busca do aperfeiçoamento do comportamento das pessoas e das instituições (ALVES, 2001). Com a Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) não seria diferente, principalmente com a dependência cada vez maior do negócio para com a TIC. Por conta disso, muitos autores têm classificado a TIC como atividade fim da grande maioria das organizações ultimamente, e não mais como atividade meio.

O alicerce da governança de TIC é o seu alinhamento à governança corporativa. É preciso que o Planejamento Estratégico de TIC seja elaborado de acordo com as premissas do Planejamento Estratégico Organizacional para que o alinhamento seja atingido, isto é, a TIC trabalhar em prol do negócio. A partir desse alinhamento é possível entregar valor à organização, seja ele de caráter financeiro ou não. Caso o alinhamento não seja alcançado, é bem provável que programas concebidos e ações propostas sofram descontinuidade, o que não permite atingir metas estratégicas a longo prazo.

A governança de TIC pode ser auferida a partir da ISO 20000, esta norma define diretrizes de qualidade para a gestão de serviços de TIC. Essa ISO é baseada nas boas práticas de gestão de TIC: COBIT (Modelo de controle de objetivos de TIC) e ITIL (Conjunto de boas práticas a serem aplicadas na infraestrutura). A adoção dessas boas práticas tem crescido nos últimos anos juntamente com o destaque que a Tecnologia da Informação e Comunicação vem ganhando no ambiente corporativo. Portanto, é indicada a implantação de tais práticas para atingir e manter um nível de maturidade de melhoria contínua para que as organizações possam conquistar cada vez mais espaço perante a concorrência.

Referências

ALVES, Lauro Eduardo Soutello. Governança e cidadania empresarial. Rev. adm. empres.[online]. 2001, vol.41, n.4, pp. 78-86. ISSN 0034-7590.

19set/112

Gerenciando suas listas com o Wunderlist

Posted by Lealdo

O uso de listas é uma técnica de organização, e por conseqüência produtividade, padrão de muitas pessoas que buscam listar e não esquecer as suas atividades pendentes como tarefas a fazer, lista de compras, filmes a assistir, convidados para o churrasco do final de semana, entre diversas outras possíveis aplicações. A maneira mais comum do uso de Listas é a dupla papel e caneta, porém com o uso de dispositivos móveis como tablets e smartphones fica mais fácil passar a usar listas no formato digital, com inúmeras vantagens. Neste artigo vou falar sobre o uso do Wunderlist, que é um aplicativo gratuito de gerenciamento de listas.

Para efeito comparativo, informo que antes de utilizar o Wunderlist cheguei a usar alguns (pagos e free) outros aplicativos de gerenciamento de atividades pendentes e listas para iPhone, porém em minha humilde opinião nenhum aplicativo que custe menos que $15 possui a integração, facilidade e simplicidade oferecida por ele.

Interface WEB do Wunderlist

Interface Web do Wunderlist

A principal vantagem do Wunderlist é que ele tem versões para as plataformas mais usadas do mercado, com sincronização automática entre todas elas, estando disponível para Windows, Mac OS, Linux, iOS (iPhone e iPad) e Android, além de uma versão WEB que pode ser acessada diretamente do navegador. Outro recurso bastante interessante é o compartilhamento de listas, o que permite usos como compartilhamento de lista de compras entre os membros de uma casa, ou de uma lista de tarefas em um trabalho em grupo.

Estes recursos já seriam o suficiente para encerrar o post por aqui, pois para muitos é o suficiente para justificar o uso, porém ainda vale incluir algumas outras características como:

  • Interface do programa ser bem bonita e incrivelmente simples, o que permite qualquer pessoa usar o programa sem problemas.
  • Notificação por e-mail e push informando o fim do prazo para executar a tarefa.
Listas no Wunderlist

Todas as listas exibidas no Wunderlist para iPhone

Tarefas de uma lista.

Tarefas de uma lista.

Detalhes de uma tarefa.

Detalhes de uma tarefa (iPhone)

Interface do Wunderlist para iPad

Wunderlist no iPad

Recomendo o uso do aplicativo e com o tempo verá como o mesmo aumentou a sua produtividade e o fez perder menos compromissos e prazos. Comentários sobre as experiências neste post são muito bem vindas.

Recomendo também o post do BR-Mac.org sobre o Wunderlist, onde ele explica com mais detalhes o funcionamento do mesmo.

10set/110

Planejamento Estratégico: um breve histórico

Posted by Wagner Silva

O estudo do Planejamento Estratégico (PE) atualmente atrai os melhores acadêmicos e especialistas em negócios do mundo, porém as suas visões são sempre semelhantes e, em geral, baseiam-se principalmente em princípios filosóficos, físicos e matemáticos.

O PE busca basicamente tornar o desconhecido (futuro), conhecido. Para encarar o desconhecido necessitamos de estratégias (termo utilizado pelos gregos para designar a arte de planejar e executar movimentos e operações militares). A estratégia foi transportada para o mundo dos negócios para a determinação de políticas, missões e objetivos das organizações.

Missão e estratégia tornaram-se conceitos dependentes um do outro na visão organizacional. Segundo [3], uma empresa sem missão é uma empresa sem um norte definido e uma empresa que não tem uma missão definida não tem condições de definir nenhuma estratégia. Ainda segundo [3], uma empresa pode criar tantas estratégias quantos forem seus objetivos, quer seja da organização como um todo ou em relação a um único produto.

Igor Ansoff, considerado o pai do planejamento estratégico moderno, criou o termo gestão estratégica. Esta é formada por: (i) planejamento estratégico, (ii) capacidade de transformar planejamento em realidade e (iii) capacidade de gerir suas próprias mudanças [2]. O PE não deve ser simplesmente admirado, ele deve ser executado e acompanhado por meio de análises do feedback dos processos para ver se as metas estão sendo cumpridas.

O método de Descartes (cartesiano) foi e ainda tem sido amplamente utilizado na organizações. De acordo com [4], este método acabou criando estruturas hierarquizadas, modulares e departamentalizadas. Mas, o PE necessita das relações entre os componentes da empresa, abandonado essa visão racionalista. As mútuas influências nos processos de trabalho, a necessidade de visão integrada e também a importância do lado emocional/afetivo tornou-se imprescindível no processo de tomada de decisão nas empresas/instituições ultimamente.

Referências

[1] Economist.com. Strategic planning. Disponível em <http://www.economist.com/daily/news/displaystory.cfm?story_id=13311148&fsrc=nwl >

[2] Economist.com. Igor Ansoff. Disponível em <http://www.economist.com/daily/news/displaystory.cfm?story_id=11701586 >

[3] Fernandes, Elvis. O conceito de estratégia, em grego strategía… Disponível em <http://www.cafecomnegocios.com/2009/01/01/o-conceito-de-estrategia-em-grego-strategia/ >

[4] Filho, Jayme T. Estratégias para o caos. Disponível em <http://www.algiconsultoria.com.br/artigos/estrategia_caos.htm>